Presidente da FEE prevê futuro promissor para o setor da agropecuária

22/10 

Gramado (RS) - Nessa quarta-feira (21-10) pela tarde, durante o painel \"Perspectivas do agronegócio: comportamento frente a uma nova ordem econômica global\", o engenheiro agrônomo Adelar Fochezatto, presidente da Fundação de Economia e Estatística do RS (FEE), disse que a agropecuária no mundo, em particular no Brasil, tem uma oportunidade muito grande no próximo ciclo de expansão econômica.
Segundo Fochezatto, o vínculo que começou na década de 1980 e acabou em 2008, um ciclo de expansão grande no mundo embora o Brasil não tenha crescido tanto nesse período, foi um ciclo que trouxe mudanças estruturais importantes em termos de participação de setores na economia e, nesse período a agricultura ficou um pouco de lado. Já no novo ciclo algumas bases estão ficando claras, como a questão da inclusão social. Há um problema enorme de subnutrição no mundo, isso vai criar uma demanda de alimentos muito grande. Outra questão é o meio ambiente, a necessidade de renovar a matriz energética, já que do jeito que ela é hoje, principalmente nos países desenvolvidos, ela não é sustentável. “Surge aí uma oportunidade enorme de produção de energias limpas vindas do agronegócio”, frisou.
O novo ciclo também será mais desconcentrado espacialmente, as pequenas e médias cidades vão ter um espaço maior dentro da economia. Surge daí uma oportunidade para se estabelecer uma relação mais integrada entre a agricultura e mercados locais, denominado por Fochezatto como círculos viciosos entre o rural e o urbano. “Uma camada de produção agropecuária bem diversificada até com produtos não agrícolas deve ganhar força”. Segundo ele, as pessoas estão ficando cada vez mais no interior e até mesmo na própria agricultura, porque os grandes centros urbanos deixaram de ser atrativos para o emprego e para viver. Essa tendência deverá ser ainda mais forte nesse novo ciclo. “Vejo um futuro bem promissor para essa nossa área da agropecuária”, afirmou.
Fochezatto alertou que o importante agora é ter clareza da direção desse novo ciclo, para que se possa traçar estratégias. “A economia tem muitos problemas e a solução passa muito pelo agronegócio, que é essa questão principalmente da alimentação e da energia”, completou.
O XXVI Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA) segue até esta sexta-feira, 23 de outubro, na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul.


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